UM LIVRO, UMA HISTÓRIA – É Proibido Comer a Grama

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Disclaimer

Em alguns momentos vai parecer que todos os livros da coluna são Contos ou Crônicas.

Não é proposital, mas é que cerca de 60% da minha biblioteca é composta de antologias de contos e crônicas. Coisa de quem não se libertou (e nem nunca irá) da série “Para Gostar de Ler”.

A História

Atire a primeira pedra que nunca comprou um livro pela capa.

Março de 2006 e eu andava meio preocupado. Problemas amorosos diriam alguns, mas um cara de 25 anos não pode se dar a esse luxo. Realmente, eu estava namorando, mas era um namoro já bem estabilizado, 3 anos de praia, sol e futebol (mentira, sexo, drogas e rock’n roll mesmo). Meu problema mesmo era filosófico: aonde eu me encaixo nesse mundo? Coisa só minha, afinal ninguém nunca se fez esse tipo de pergunta…

Era um mês negro, mês dessa depressãozinha, de andar pensativo e distante. E aí – como sempre existirá um livro para cada momento – eu encontrei um livro em que a capa e a quarta-capa (contracapa?) me fizeram pensar quase em voz alta “Esse sou eu neste instante! Vamos lá para casa!”.

“…uma coletânea de contos fortes, com desfechos trágicos…narrativa nua, crua e direta…cenas hiper-realistas…o leitor vê os personagens tão de perto que dá medo”.

Uau…’shut up and take my money!’                          

No fim das contas, esse “mês ruim” acabou sendo mesmo só um soluço amargo de uma juventude em seu fim. Afinal, dizem que temos que virar adultos algum dia.

O Livro

é proibido comer a gramaFicha técnica: É proibido comer a grama, Wander Piroli. Belo Horizonte: Editora Leitura, 2006. [ISBN 85-7358-743-2]

Sabem o “adoro contos, adoro contos de horror e adoro coletâneas” da semana passada? Se aplica aqui, mas nesse dia, o que fez a diferença, além da descrição do livro na quarta-capa, foi a parte gráfica da edição: papel off set 115 g/m², capa preta apergaminha e letras douradas esmaecidas. Tudo extremamente dark, no clima dos contos do livro. Um ponto negativo, esse material escolhido para a impressão acaba dificultando a leitura de uma brochura. Mas isso é contornável.

Um bom livro. Gosto do autor desde a adolescência. Contos extremamente crus e diretos.

Contos que mais gostei: “Assim ficou melhor para todo mundo”, “Na velha Guaicurus” e “A morte do Coronel Rosendo”.

José Wilson Carvalho de Mesquita

José Wilson Carvalho de Mesquita, hoje mais conhecido por Will, até pela própria mãe. Esse Maranhense de São Luís tem 34 anos (10/11/1980), é casado e sem filhos ainda. É farmacêutico de formação e biólogo de coração. O culpado pelo vício em leituras é a sua mãe (formada em letras) e uma verdadeira traça. Lembranças da infância associadas com estantes cheias dos mais diversos volumes e estilos. Hoje, curte um pouco de tudo, mas é obcecado com Bernard Cornwell & George Martin.

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