3ª Tiragem – O Xangô de Baker Street

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Podcasters: Host do episódio: Valesi, Mateus Ferreira, Rubens Netto, do Boletim do Paddock e Will Mesquita, do Papaya Orange.

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Troféu Prefácio:

O nosso Troféu Prefácio vai para Alessandra Carvalho.

Quais livros você amigo ouvinte/leitor indicaria aos podcasters? Quem sabe não usamos a sua dica nas próximas tiragens!

  

LIVRO DO DIA: O Xangô de Baker Street

 

Por quê escolhemos este livro?

Ouçam!!!!

Qual a edição que cada um de nós tem/leu?

  • Mateus: Edição de 2011 da Editora Companhia das Letras 192 páginas capa laranja, feia, com uma silhueta do Sherlock Holmes se fundindo com o corpo de um violino de cabeça para baixo, imagem que me fez lembrar da lenda urbana do Fofão. Arte de Fiko Farkas e Thiago Lacaz da Máquina Estúdio;
  • Rubens: Edição de 1995 da Editora Companhia das Letras, 349 páginas, 3ª reimpressão, capa de Hélio de Almeida a capa é  azul, com um violino e ao fundo a sombra de Sherlock;
  • Will: Edição de 1995, Companhia das Letras, 349 páginas, bem velhinha, capa azul com o braço do violino e a sombra do detetive;
  • Valesi: Edição de 1995, Companhia das Letras, 349 páginas;

 

Qual a expectativa antes de ler o livro?

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  • Mateus: Na época o Jô tinha mais uma carreira de humorista, então imaginei que seria um livro cômico. E o personagem Sherlock Holmes (como os outros) totalmente caricatos mostrou isso. Dá para imaginar o Bolanos participando da história ou mesmo o Jackie Chan no A Volta ao Mundo em 80 dias;
  • Rubens: Li quando comecei as minha aventuras literárias, foi um dos primeiros livros com mais de 150 páginas que li, minhas expectativas eram de um livro mais sério e um Sherlock mais parecido com a do Sir Arthur Conan Doyle;
  • Will: Foi um livro que li na época em que estava estudando para Vestibular, saiu na lista dos mais vendidos da Veja, li. Devorei. Esperava que fosse um bom livro. Superou e muito a expectativa.
  • Valesi: Li em 2000; seguia as colunas do Jô na Veja, esperava um tanto de erudição e outro de humor. Vi mais do primeiro do que do segundo.

 

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BREVE BIOGRAFIA DO AUTOR:

José Eugênio Soares, mais conhecido como Jô Soares, é um humorista, apresentador de televisão, escritor, artista plástico, dramaturgo, diretor teatral, músico e ator brasileiro.

Filho do empresário paraibano Orlando Soares e da dona de casa Mercedes Leal, Jô queria ser diplomata quando criança. Estudou no Colégio São Bento do Rio de Janeiro e em Lausanne na Suíça, no Lycée Jaccard, com este objetivo. Porém, percebeu que o senso de humor apurado e a criatividade inata o apontavam para outra direção.

Dono de um talento versátil, além de atuar, dirigir, escrever roteiros, livros e peças de teatro, Jô Soares também é apreciador de jazz e chegou a apresentar um programa de rádio na extinta Jornal do Brasil AM, no Rio de Janeiro, além de uma experiência na também extinta Antena.] Gravou um CD (Jô Soares e o Sexteto), com On The Sunny Side of the Street, St. James Infermary e One Meat Ball.

 

NÃO TÃO BREVE BIO DO AUTOR 

Jô Soares

José Eugênio Soares, nasceu no Rio de Janeiro em 16 de Janeiro de 1938, um multiartista (apresentador de TV, escritor, jornalista, ator/diretor, músico e pintor). Queria ser diplomata quando criança, mas percebeu ainda durante a escola que tinha um bom senso de humor que o levou a uma carreira completamente diferente.

Dono de um talento versátil, seu primeiro trabalho foi em 1967 em Família Trapo, onde fazia o roteiro junto com Calos Alberto de Nóbrega e atuava como Gordon, o Mordomo. Em “Faça Amor, não Faça Guerra” (que brincava com o famoso slogan hippie), foi o primeiro humorístico da TV Globo em que participou. O programa se ambientava em meio à guerra fria e à guerra do Vietnã.

Depois de diversos trabalhos na TV Globo, estreou em 1981 seu maior sucesso até então: “Viva o Gordo”, com direção de Walter Lacet e Francisco Milani, foi o primeiro programa solo dele. Tinha roteiros de Armando Costa. Deu origem ao espetáculo do gênero “one man show” de Jô chamado “Viva o Gordo, Abaixo o Regime” (sátira explícita ao Golpe Militar de 1964 ainda vigente àquela época). As aberturas do programa brincavam com efeitos especiais usando técnica de inserção de imagens de Jô entre cenas famosas do cinema (como em “Cliente Morto Não Paga” e “Zelig”) ou “contracenando” com políticos nacionais e internacionais, como Orestes Quercia, Jânio Quadros, Ronald Reagan etc.

Participou dos programas “Chico Anysio Show”, “Plunct, Plact, Zuuum” e fez Comentários no Jornal da Globo até 1987.

Em 1988 – “Veja o Gordo”, estreia no SBT com o mesmo estilo do “Viva o Gordo” da Rede Globo. Estréia neste ano, ainda no SBT, o talk -show “Jô Soares Onze e Meia” 1988-1999.

Sua volta para a TV Globo foi em 2000 com uma participação no especial de Natal do programa “Sai de Baixo” – episódio “No Natal a Gente Vem Te Mudar” (sátira ao título da peça de Naum Alves de Souza, “No Natal a Gente Vem Te Buscar”. Também neste ano estréia o talk-show Programa do Jô, na Rede Globo, onde entrevista diversas personalidades das mais variadas áreas, seguindo até hoje no ar.

Desde 1958 participou de vários filmes, estreando em Pé na Tábua, de Victor Lima com história de Chico Anysio. Entre os diversos filmes, está  O Xangô de Baker Street, de 2001, produção a partir romance que comentaremos hoje, com direção de Miguel Faria Júnior. O filme contou com as participações internacionais de Maria de Medeiros e Joaquim de Almeida.

Seu último filme foi , Giovanni Improtta de 2013, onde interpretou o Presidente do Clube.

O apresentador fala, com diferentes níveis de fluência, cinco idiomas: português, inglês, francês, italiano e espanhol, além de bons conhecimentos de alemão. Traduziu um álbum de histórias em quadrinhos de Barbarella, criação do francês Jean-Claude Forest.

Livros publicados:

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 TOMO UM: SEM SPOILERS

 

O Xangô de Baker Street, o quarto livro do autor (primeiro “solo”), é uma obra de ficção que conta a história do roubo de um violino Stradivarius que foi presente de Dom Pedro II para a sua  amante. Ao mesmo tempo diversos assassinatos começam a acontecer no Rio de Janeiro, então capital do Brasil.brazilian-map-buenos-aires

Junto a isso a atriz francesa Sarah Bernhardt vem se apresentar na capital brasileira e sugere a Dom Pedro que entre em contato com o famoso detetive inglês para ajudar Melo Pimenta nas investigações.

A trama se desenvolve em meio à uma realeza tupiniquim, com personagens curiosos e engraçados, que são uma amostra caricata do que era a sociedade da época. Os bajuladores dos monarcas, os escritores, músicos e pintores boêmios, casos extra conjugais.

Sherlock Holmes do Sir Arthur Conan Doyle Vs. Sherlock Holmes do Jô Soares.

Em teset, o livro O Xangô de Baker Street se passaria após o primeiro romance Arthur Conan Doyle o “Um Estudo em Vermelho” de 1887, primeiro livro protagonizado por Holmes.

Personagens Marcantes:

  • Holmes de Jô Soares;
  • Watson;
  • Mello Pimenta;
  • Sarah Bernhardt;
  • Dom Pedro II – que mencionou E. A. Poe (Auguste Dupin), seu nome completo era Pedro de Alcântara João Carlos Leopoldo Salvador Bibiano Francisco Xavier de Paula Leocádio Miguel Gabriel Rafael Gonzaga;
  • Maria Luísa Catarina de Albuquerque, baronesa de Avaré;
  • Miguel Solera de Lara;
  • Marquês de Salles;
  • Chiquinha Gonzaga;
  • Anna Canderia;
  • A Malta…

Enfim, muita gente realmente não sabe que Jô Soares também é escritor, quanto mais que seus livros foram muito bem vendidos no exterior, principalmente o Xangô de Baker Street. Portanto, pra finalizar o post, trago aqui uma lista com todos os países que traduziram os livros de Jô para seu idioma.

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Alemanha: “Sherlock Holmes in Rio”

Argentina: “Candomblé, caipirinha y Sherlock Holmes”

Canadá: “Elementaire, ma chere Sarah!”

Espanha: “El Xangó de Baker Street”

França: “Elementaire, ma chere Sarah!”

Grécia: “Ξανγô” (Xangô em caracteres gregos)

Holanda: “Elementair, mijn beste Sarah!”

Itália: “Un samba per Sherlock Holmes”

Japão: “xアンご” (Xangô em caracteres japoneses)

Portugal: “O Xangô de Baker Street”

Estados Unidos: “A samba for Sherlock”

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 TOMO 2 – SPOILERS FREE

Descrição do Rio do séc. XIX e as aulas de Higiene Social & Saúde Pública;

As invenções de Holmes: serial killer, caipirinha e a piada de chupar o veneno;

A Ciência e a “Ciência” da época: medicina forense, datiloscopia comparada, estudos de lombroso e a eugenia;

Visita ao sanatório: momento O silêncio dos Inocentes;

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Questões:

Pistas deixadas pelo assassino?

Holmes virgem e maconheiro? (Maconha, cannabis, pango, cigarros indios)

Solução do caso que não ocorreu, Holmes se perdeu em terras Cariocas? 

Miguel, tinha ou não o perfil de assassino que indicaria ser ele o assassino?

É possível descobrir o assassino antes do final do livro?

 

Imagens: divulgação, Sunset Boulevard/Corbis

 Filme:

 

Em 2001, o romance policial em que Jô Soares insere Sherlock Holmes no ambiente brasileiro do século 19 foi adaptado para o cinema. Com Joaquim de Almeida, Anthony O’Donnell, Maria de Medeiros, Marco Nanini e Claudia Abreu.

CURIOSIDADES:

O guarda-roupa do filme teve 870 roupas completas e 30 perucas, que foram alugadas em uma loja de Londres e transportadas para o Rio de Janeiro. Além disso, foram utilizados inúmeros pares de barbas e bigodes;

Ao todo o filme utilizou 1200 roupas e dezenas de perucas, barbas e bigodes;

As filmagens de O Xangô de Baker Street foram realizadas em 12 semanas, com locações no Rio de Janeiro e na cidade de Porto, em Portugal;

Pela primeira vez um filme brasileiro firmou um seguro de cobertura internacional para os itens de arte cedidos ou alugados, o que possibilitou a cessão de dez quadros autênticos do Museu Nacional de Belas Artes para o salão do imperador;

Para a cena do necrotério foram utilizados seis fígados humanos, manipulados a uma temperatura de 40 graus;

O Xangô de Baker Street foi o 5º filme produzido pela Sky Light Cinema e Foto Art Ltda. no período da retomada do cinema brasileiro;

Foi escolhido como o filme de abertura do Festival do Rio 2001;

Ganhou 3 prêmios no Grande Prêmio BR de Cinema, nas seguintes categorias: Melhor Som, Melhor Edição de Som e Melhor Direção de Arte. Foi ainda indicado nas seguintes categorias: Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator (Joaquim de Almeida), Melhor Ator Coadjuvante (Marco Nanini), Melhor Atriz Coadjuvante (Cláudia Abreu), Melhor Roteiro, Melhor Trilha Sonora, Melhor Montagem e Melhor Fotografia.

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Elenco:

Joaquim de Almeida: Sherlock Holmes
Anthony O’Donnell: Dr. Watson
Maria de Medeiros: Sarah Bernhardt
Marco Nanini: Delegado Mello Pimenta
Cláudia Abreu: Baronesa Maria Luíza
Malu Galli: Chiquinha Gonzaga
Thalma de Freitas: Ana Candelária
Jô Soares: Desembargador Coelho Bastos
Cláudio Marzo: Dom Pedro II, Imperador do Brasil
Letícia Sabatella: Esperidiana
Marcello Antony: Marquês de Salles
Caco Ciocler: Miguel

Contracapa:

  • Outtakes;
  • Músicas utilizadas no programa (Creative Commons – Jamendo);
    • The Dust Bowl – Diamond Eyes.
    • Rock Instrumental – Pierre Wohl.
    • Free – Starfish Stories.
    • Rock Music Instrumental – Basilio Montes.
    • Down part II – Rendezvous Park.
    • Cabaret Sauvage – Cabaret Sauvage.
    • Colorblind – Convey:.

Feed do Edição rápida: http://feeds.feedburner.com/EdicaoRapida
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Carlos Eduardo Valesi

Valesi é um leitor onívoro, daqueles que não perdoam sequer bula de remédio ou rótulo de desodorante. Exemplar pré-cambriano desta estirpe, adora cheiro de livro, nunca leu um e-book, vai a livrarias e já teve carteirinha da biblioteca pública. Pertence, portanto, a uma raça em extinção. Quando não está lendo é médico e um apaixonado por rock que mora em Curitiba.

6 comentários em “3ª Tiragem – O Xangô de Baker Street

  • 21 de outubro de 2015 em 00:31
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    Ah Galera deixa eu ser a primeira a comentar aqui!
    Estava perto do Rubens quando ele falou sobre não gosta de podcast com mulher, desde a data da gravação ele passa bem na casinha do cachorro!
    Elementar meus caros podcasters minha sugestão de leitura é: Agencia de investigações holísticas Dirk Gently do Douglas Adams.
    Vida longa e prospera para o podcast.

  • 21 de outubro de 2015 em 00:38
    Permalink

    “Passa bem na casinha” hahahahaha! Um abraço Deh, DA é paixão!!!

  • 21 de outubro de 2015 em 10:38
    Permalink

    Finalmente um livro que eu li, agora posso comentar!

    (não que não pudesse antes, mas agora posso comentar com mais propriedade… Bem, vcs me entenderam!)

    Em primeiro lugar, quero tirar uma coisa da frente que tá me incomodando: Há algum tempo atrás, em uma conversa com os amigos participantes do programa, os denominei “A Malta”, lembram? Se não lembram, vou rememorar o motivo, com a definição do termo, que inclusive se encaixa com o grupo do livro:

    Malta: substantivo feminino. 1- conjunto ou reunião de pessoas de baixa extração social; escória, ralé; 2- reunião de indivíduos de má fama, de má índole; bando, súcia.

    Vocês, meus amigos, são A Malta da Podosfera brasileira!

    Aliás, usei esse termo justamente lembrando do Livro o Xangô de Baker Street… Li há algum tempo, e não foi o primeiro que li do Jô Soares. Esse privilégio recai sobre “O Homem que matou Getúlio Vargas”.

    Com relação aos personagens Sherlock Holmes e James Watson, tendo a ter a mesma opinião dos colegas que não se importaram tanto com as licenças que o autor fez ao cânone do personagem, uma vez que é um caráter de domínio público, em momento algum o Jô quis se inserir nesse cânone, e o livro se declara como humor de ficção, o que aliás se tornou o estilo do autor, ao inserir personagens fictícios em contato com situações, épocas e pessoas reais.

    Sou um grande fã do escritor Jô Soares, lia ele na Veja também, acompanhei muito do trabalho dele em TV e não tem como negar que o cara é muito inteligente e capaz. Que venham mais obras, e principalmente, venham mais podcasts excelentes!

    Grande abraço!

  • 22 de outubro de 2015 em 10:42
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    Grande Joshué Fusinato!!!!!
    Granças ao bom pai de santo Sete Machados eu tenho uma boa memoria e me lembro bem do dia que conversamos e usou o termo Malta!!! rsrsrsrsrs
    Muito feliz com a sua visita, volte sempre e no aguardo de novas aparições sua na podosfera tupiniquim ou quem sabe até na podosfera universal universal!!!
    Um Efusivo Abraço!!!

  • 26 de outubro de 2015 em 12:46
    Permalink

    Bom vamos “começar do começo” esse livro parece ser meio que um mistura de O cortiço de Aluísio Azevedo com Mr. Bean…. enquanto um fala da realidade carioca colocando a mulata,a vida boemia no seculo XIX, outro um investigador trapalhão que mesmo no seu jeito atabalhoado, conseguia resolver os crimes mesmo que por acaso….
    Agora vamos ao que interessa…. como vocês podem me chamar de “maria” sendo eu uma exímia torcedora Alvo Negro ou seja paixão imensa pelo Glorioso Clube Atlético Mineiro, e mesma coisa que chamar vocês de leitores de Stephenie Meyer ou Nicolas Sparks , (não que isso seja uma ofensa) tal erro e gravíssimo ainda poderá acarretar na perda de um membro importante da equipe do Edição Rápida já que este não se dignou corrigir o erro,podendo então até auto suicidar voluntariamente …. (rsrsrsrrsr).

    ps: Agora está explicado o porque Sr. Mateus não me informou que já havia publicado a 3ª tiragem….

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